Força do hábito

Por que fazemos o que fazemos?

Somos aquilo que fazemos repetidamente

Aristóteles

Observe, não nascemos com o instinto de escovar dente, tomar banho, falar de forma educada. Para certos comportamentos sociais, fomos ensinados, fomos programados, até que um dia se transformou em um hábito.

Lá na primeira infância fomos programados por nossa genética, ambiente que vivemos e pelas pessoas responsáveis por nós e por nossa educação. Toda essa informação fica armazenada no subconsciente, formando o que chamamos de paradigma. Um hábito nasce de ideias que são transmitidas com intensa frequência, até que fiquem gravadas em nossa mente. Esses paradigmas serão as ferramentas e filtros de percepção e ação no mundo. Pensamentos da mente consciente sempre estão em harmonia com o nosso paradigma.

Se nos primeiros anos de vida você foi induzido a acreditar em crenças limitantes do tipo “a vida é difícil”, estes irão refletir diretamente nos seus pensamentos X emoções X comportamento, mesmo que conscientemente você saiba que pode ganhar dinheiro fazendo o que gosta, seu subconsciente diz o contrário.

Isso não significa que você não possa quebrar os velhos paradigmas, descobrir como mudar os velhos hábitos e construir novos hábitos, que irão ajudar a fluir sua vida. Cada um tem um insight, algo que o coração mostra e que nos leva a querer tomar uma decisão para a mudança de um hábito, normalmente não é um pensamento racional e sim um sentimento que nasce no coração.

Força bruta não é o caminho. Nossa visão de mundo não é controlada pelo nosso lado racional e sim pelo que está enraizado em nossas crenças. Essa força de vontade que o mundo cobra de quem está tentando mudar um hábito é a receita para o desastre, pois cobra um esforço que a longo prazo não conseguimos sustentar. Na verdade, é preciso reconhecer, aceitar que existe uma crença limitante. Colocar luz a questão, analisar, refletir, observando os momentos de gatilho dessa crença e assim poder mudar o hábito.

Existem 3 elementos que formam um hábito. Gatilho, Rotina, Recompensa. O gatilho é responsável por desencadear uma série de acontecimentos. Rotina é o foco principal do hábito. Recompensa, o motivador do hábito. Observe, reflita!

Reconhecer o gatilho (crença), é poder mudar a rotina, através do reconhecimento de tal crença e não porque alguém falou que deve ser feito assim. A recompensa será alcançada de forma íntegra e verdadeira.

Você é aquilo que faz repetidamente. E também é o que pensa repetidamente.

Um estudo conduzido pelo psicólogo Guang Yue fez um teste com pessoas que frequentavam a academia com regularidade e outras que faziam apenas levantamento de pesos em sua imaginação. Os resultados foram bastante surpreendentes. Os frequentadores assíduos da academia, como seria de se esperar, conquistaram 30% de aumento de força muscular. No entanto, o grupo que não saiu de casa também foi beneficiado com o poder da mentalização, já que foi registrado um aumento de 13,5% na sua força muscular.

Nada mal, hein?

Considerar largar a academia para ficar no sofá da sala fazendo exercícios mentais, não tá valendo!

Mas apenas para provar que a mentalização de uma meta pode ter um poder transformador.

A quebra de paradigma não acontece do dia para a noite. Mas você pode refletir, meditar, ponderar, levar luz ao coração de forma verdadeira consigo mesmo e assim mudar as crenças limitantes que deixam sua vida cheia de hábitos que você não deseja! A luz elimina a escuridão!

Tudo é uma questão de perspectiva. Mude o ponto de vista! Seu copo está meio cheio ou meio vazio?

Maria Thereza Ferreira

1 comentário em “Por que fazemos o que fazemos?”

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